Atentado à boate gay é uma violência contra toda tolerância e diversidade

O mundo acordou estarrecido no domingo, Dia dos Namorados, com a notícia do atentado que matou cerca de 50 pessoas e deixou outras dezenas de feridos na boate gay Pulse, em Orlando, Estados Unidos. As motivações do crime ainda estão sendo investigadas. As primeiras informações dão conta de que o atirador agiu por influência do grupo terrorista conhecido como Estado Islâmico. Está, também, sendo alvo das investigações que o crime teria sido cometido por homofobia.Seja lá o que for o que tenha motivado tamanha barbaridade, o atentado à boate Pulse é um ato contra toda e qualquer tolerância, pluralidade e respeito à diversidade humana.É inconcebível que, em pleno século XXI, existam pessoas que se importem e não aceitem a orientação sexual das outras. Gente dessa espécie ¬- se é que podemos chamar esse tipo de gente -, é uma de bomba-relógio, prestes a explodir à menor contrariedade. Não é à toa que o autor do atentado, Omar Mateen, foi acusado pela ex-mulher de tê-la agredido várias vezes durante o casamento. Era um homem violento, à espera de um motivo para dar vazão ao seu ódio.Infelizmente, ele canalizou toda a sua raiva para um grupo de jovens que se divertia numa boate gay. O pai do atirador, Mir Sediqque, disse que o filho se incomodava com a presença de homossexuais por perto. O atentado à boate de Orlando não é uma violência somente contra um grupo de pessoas que gosta de outras do mesmo sexo. É uma violência contra todos nós que lutamos pela tolerância, a justiça e o direito de escolher o modo de vida que se quer levar.

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